Great Molasses Flood, Boston, 1919

Um tanque rebentou e matou 21 pessoas com uma onda de melaço

Um tanque de aço de quinze metros de altura, com cerca de nove milhões de litros de melaço, erguia-se na frente portuária, num bairro populoso de imigrantes italianos. Perdia desde o dia em que foi cheio pela primeira vez — a empresa pintara-o de castanho para que as infiltrações não se vissem, e as crianças da zona apanhavam as gotas em latas. Numa tarde de janeiro invulgarmente amena, rasgou-se. A onda, de vários metros de altura, ia mais depressa do que uma pessoa corre: levou um quartel de bombeiros, torceu o comboio elevado e esmagou casas.

Morreram vinte e uma pessoas e cerca de cento e cinquenta ficaram feridas; alguns corpos só apareceram dias depois, e o porto ficou castanho até ao verão. A empresa culpou os anarquistas. O processo arrastou-se anos e deu uma das primeiras ações coletivas do Massachusetts; o perito concluiu que o tanque nunca fora ensaiado, que o aço era demasiado fino e que nenhum engenheiro ou arquiteto vira os desenhos. A condenação ajudou a impor que as obras sejam certificadas por engenheiros qualificados — regra hoje geral. Uma pequena placa assinala o local.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

Dorothea Dix

1802–1887

Contou os loucos guardados em jaulas e caves e obrigou as assembleias a ler a lista

Cemitério de Mount Auburn, Cambridge, Massachusetts

Louisa May Alcott

1832–1888

Autora de Mulherzinhas, que o escreveu por dinheiro

Authors Ridge, cemitério de Sleepy Hollow, Concord, Massachusetts

Henry David Thoreau

1817–1862

Foi para a floresta viver deliberadamente; recusou um imposto e mudou a política

Authors Ridge, cemitério de Sleepy Hollow, Concord, Massachusetts

← Todas as páginas