Em memória de
Nellie Bly
Fez-se internar num manicómio para contar por dentro
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 57 anos
- Local de sepultura
- Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque, Estados Unidos
Elizabeth Cochran adotou o nome de Nellie Bly depois de escrever uma carta furiosa a um jornal de Pittsburgh que explicara por que motivo as raparigas são um fardo. Em 1887, para o New York World, fingiu loucura suficientemente bem para ser internada no manicómio de Blackwell's Island, e lá ficou dez dias. Não encontrou demência mas frio, comida estragada, pancada e mulheres fechadas apenas por serem pobres, estrangeiras ou incómodas — várias delas, concluiu, inteiramente sãs. A reportagem obrigou a um inquérito do grande júri e a um forte aumento do orçamento municipal para os alienados.
Dois anos depois deu a volta ao mundo para pôr à prova os setenta e dois dias do romance de Júlio Verne, e fê-lo em setenta e dois dias, seis horas e onze minutos, enviando crónicas pelo caminho. Casou depois com um industrial milionário, dirigiu-lhe a empresa, patenteou melhorias no barril de aço e deu aos operários assistência médica e ginásios, até que desvios dos próprios funcionários afundaram o negócio. Voltou ao jornalismo, cobriu a frente oriental na Primeira Guerra Mundial e os desfiles sufragistas, e morreu de pneumonia aos cinquenta e sete anos. A sua campa esteve sem pedra mais de cinquenta anos.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.
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