Em memória de

Nellie Bly

Fez-se internar num manicómio para contar por dentro

Elizabeth Cochran adotou o nome de Nellie Bly depois de escrever uma carta furiosa a um jornal de Pittsburgh que explicara por que motivo as raparigas são um fardo. Em 1887, para o New York World, fingiu loucura suficientemente bem para ser internada no manicómio de Blackwell's Island, e lá ficou dez dias. Não encontrou demência mas frio, comida estragada, pancada e mulheres fechadas apenas por serem pobres, estrangeiras ou incómodas — várias delas, concluiu, inteiramente sãs. A reportagem obrigou a um inquérito do grande júri e a um forte aumento do orçamento municipal para os alienados.

Dois anos depois deu a volta ao mundo para pôr à prova os setenta e dois dias do romance de Júlio Verne, e fê-lo em setenta e dois dias, seis horas e onze minutos, enviando crónicas pelo caminho. Casou depois com um industrial milionário, dirigiu-lhe a empresa, patenteou melhorias no barril de aço e deu aos operários assistência médica e ginásios, até que desvios dos próprios funcionários afundaram o negócio. Voltou ao jornalismo, cobriu a frente oriental na Primeira Guerra Mundial e os desfiles sufragistas, e morreu de pneumonia aos cinquenta e sete anos. A sua campa esteve sem pedra mais de cinquenta anos.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

Herman Melville

1819–1891

Autor de «Moby Dick»

Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque

Duke Ellington

1899–1974

Compositor e maestro

Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque

Billie Holiday

1915–1959

Cantou Strange Fruit sabendo o que lhe custaria

Cemitério de São Raimundo, Bronx, Nova Iorque

Ulysses S. Grant

1822–1885

General do exército da União, 18.º presidente

Memorial Nacional do General Grant, Riverside Drive, Nova Iorque

← Todas as páginas