Em memória de

Billie Holiday

Cantou Strange Fruit sabendo o que lhe custaria

Holiday tinha uma voz pequena e quase nenhuma extensão, e tornou as duas coisas irrelevantes ao tratar a melodia como algo que se arrasta atrás do compasso e se dobra até as palavras dizerem o que ela queria. Aprendeu nos clubes do Harlem, gravou com Lester Young, que lhe chamou Lady Day, e digressou com orquestras brancas numa época em que isso significava entrar nos hotéis pela porta de serviço e por vezes não poder sentar-se com os músicos com quem acabara de tocar.

Em 1939 começou a cantar Strange Fruit, um poema sobre um linchamento musicado por um professor nova-iorquino. A editora recusou gravá-lo; outra gravou. Agentes federais pressionaram-na durante anos para o abandonar, e a pressão tornou-se um processo por estupefacientes que lhe custou o cartão sem o qual não se podia cantar nos clubes de Nova Iorque. Morreu aos quarenta e quatro anos sob guarda policial numa cama de hospital, doente de uma longa dependência e já quase sem dinheiro. Está sepultada com a mãe no Bronx.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

Nellie Bly

1864–1922

Fez-se internar num manicómio para contar por dentro

Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque

Duke Ellington

1899–1974

Compositor e maestro

Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque

Herman Melville

1819–1891

Autor de «Moby Dick»

Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque

Louis Armstrong

1901–1971

Trompetista e cantor

Cemitério de Flushing, Queens, Nova Iorque

← Todas as páginas