Em memória de
Joseph Bazalgette
Construiu os esgotos de Londres com o dobro do tamanho calculado e acabou com a cólera
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 71 anos
- Local de sepultura
- Igreja de St Mary, Wimbledon, Londres, Reino Unido
A Londres da década de 1850 despejava as suas fossas no Tamisa e bebia dele. A cólera matou dezenas de milhares em epidemias sucessivas, atribuídas ao ar mau e não à água. O que forçou por fim a agir foi o cheiro: no verão tórrido de 1858 o rio cheirou tão mal que o Parlamento, que se reúne à sua beira, pendurou cortinas embebidas em cloreto de cal e depois votou o dinheiro em dezoito dias.
Bazalgette assentou vinte e dois mil quilómetros de esgotos de rua que alimentam cento e trinta quilómetros de coletores, traçados ao longo e por baixo de novas marginais que também estreitavam o rio e levavam um caminho de ferro. Calculado o diâmetro de que Londres precisava, duplicou-o, dizendo que estas coisas se fazem uma só vez e que o imprevisto chega sempre. A rede aguentou uma população várias vezes maior do que a prevista e continua a ser o núcleo da drenagem londrina. A cólera não voltou depois de 1866, e esse surto atingiu o único bairro ainda por ligar. Foi feito cavaleiro e repousa em Wimbledon; o seu monumento no Victoria Embankment traz duas palavras sobre o rio.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.
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