Aimé Césaire
1913–2008
Cunhou a negritude e foi presidente da câmara de Fort-de-France durante cinquenta e seis anos
Cemitério La Joyau, Fort-de-France, Martinica
Uma cidade de 28 000 habitantes destruída num minuto; sobreviveram duas ou três pessoas
Saint-Pierre era a cidade maior e mais rica da Martinica, a que chamavam a Paris das Caraíbas. O vulcão que a dominava roncava havia duas semanas: caía cinza nas ruas, serpentes e insetos desciam à vila e matavam gado e crianças, e uma corrente de lama soterrou um engenho de açúcar com uns vinte e cinco operários. Havia eleições próximas, e o governador criou uma comissão que declarou a cidade segura; foi ele próprio a Saint-Pierre prová-lo e morreu com todos os outros.
Na manhã de 8 de maio uma nuvem negra irrompeu de lado da montanha e alcançou a cidade em menos de um minuto, à velocidade de um furacão e a várias centenas de graus. Os navios fundeados arderam e viraram-se. Morreram cerca de vinte e oito mil pessoas. Os sobreviventes foram um sapateiro na berma da vila, uma rapariga que escapou de barco e um preso fechado num calabouço de paredes grossas, encontrado quatro dias depois com queimaduras graves e que depois percorreu o mundo com um circo. O acontecimento deu à vulcanologia o termo nuvem ardente. Saint-Pierre foi reconstruída pequena; as ruínas do teatro e o calabouço ainda lá estão.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.
1913–2008
Cunhou a negritude e foi presidente da câmara de Fort-de-France durante cinquenta e seis anos
Cemitério La Joyau, Fort-de-France, Martinica