Em memória de

Aimé Césaire

Cunhou a negritude e foi presidente da câmara de Fort-de-France durante cinquenta e seis anos

Césaire vinha de uma família pobre da Martinica, obteve uma bolsa para Paris e aí elaborou, com Léopold Senghor do Senegal e Léon Damas da Guiana, a ideia a que chamaram negritude: a resposta a uma educação colonial que ensinava a ter vergonha dos antepassados não era imitar melhor o colonizador, mas reivindicar aquilo de que se fizera uma vergonha. O seu Caderno de um Regresso ao País Natal, publicado em 1939, é o poema fundador desse pensamento.

O seu Discurso sobre o Colonialismo, de 1950, defendeu que a Europa praticara nas colónias, durante séculos e sem que ninguém se comovesse, os métodos que a escandalizaram quando finalmente se aplicaram na própria Europa. Eleito presidente da câmara de Fort-de-France em 1945, manteve-se até 2001, e ocupou quase todo esse tempo um lugar na Assembleia Nacional; redigiu a lei de 1946 que fez das velhas colónias departamentos franceses, e passou depois décadas a discutir o que isso conseguira e o que não. Frantz Fanon foi seu aluno. A Martinica deu-lhe funeral de Estado, e está sepultado na cidade que governou.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

Eruption of Mount Pelée, 1902

1902

Uma cidade de 28 000 habitantes destruída num minuto; sobreviveram duas ou três pessoas

Saint-Pierre, Martinica

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