Em memória de

Carmen Miranda

A mulher mais bem paga de Hollywood, e no seu país nunca perdoada por isso

Nascida em Portugal e criada no Rio, Miranda cantava samba numa chapelaria antes de o gravar, e em meados dos anos trinta era a cantora mais popular do Brasil, trabalhando com os compositores que estavam a inventar a forma moderna. Hollywood levou-a em 1939 e fez dela a Brazilian Bombshell, um traje de frutas e sapatos de plataforma repetido numa dúzia de filmes. Em 1945 era a mulher mais bem paga dos Estados Unidos.

Quando voltou em 1940 e cantou num casino do Rio, a sala recebeu-a em silêncio: a imprensa brasileira decidira que se americanizara, e a humilhação manteve-a longe catorze anos. Hollywood, por seu lado, nunca a deixou fazer outra coisa, e os papéis foram minguando à medida que os estúdios perdiam interesse pela América Latina. Desmaiou num estúdio de televisão em 1955, depois de anos esgotantes, foi para a cama e morreu de enfarte nessa mesma noite, aos quarenta e seis. O corpo foi levado para o Rio; o governo decretou luto nacional e meio milhão de pessoas seguiu o caixão. Repousa no São João Batista, ao pé do Corcovado.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

Alberto Santos-Dumont

1873–1932

Pioneiro da aviação

Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro

Oscar Niemeyer

1907–2012

Arquiteto de Brasília

Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro

Machado de Assis

1839–1908

Romancista, fundador da Academia Brasileira de Letras

Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro

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