Em memória de

William Blake

Poeta e gravador tido por louco; a sua campa esteve perdida 190 anos

Blake foi posto como aprendiz de gravador aos catorze anos e viveu desse ofício toda a vida, imprimindo os desenhos dos outros enquanto fazia os seus próprios livros por um método que, dizia, lhe fora ensinado pelo irmão morto numa visão: texto e imagem gravados juntos numa só chapa, depois estampados e coloridos à mão com a mulher, Catherine, a quem ensinara a ler e a imprimir. Cantos de Inocência e de Experiência vendeu-se em quantidades mínimas. Foi em larga medida desconhecido, por vezes alvo de troça, e chegou a ser julgado por sedição depois de expulsar um soldado do seu quintal.

Teve visões desde a infância e descrevia-as sem constrangimento, pelo que os contemporâneos o julgaram louco; a obra é na verdade rigorosamente pensada, hostil ao império, ao trabalho infantil, às fábricas a que chamava escuras e satânicas, e a uma Igreja que a seu ver substituíra a misericórdia por regras. Morreu a cantar, pobre, aos sessenta e nove anos, e foi sepultado numa vala comum sem marca, no terreno dos dissidentes de Bunhill Fields. Dois admiradores passaram anos a deduzir o local exato a partir dos registos de enterramento, e em 2018 colocou-se por fim uma pedra sobre o sítio verdadeiro.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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