Em memória de

Oscar Wilde

Dois anos de trabalhos forçados por quem amava; depois escreveu sobre a prisão

Wilde era em 1895 o dramaturgo de maior êxito de Londres, com duas comédias em cartaz ao mesmo tempo, quando processou por difamação o marquês de Queensberry por um bilhete que lhe chamava sodomita. O caso ruiu, as provas reunidas pela defesa passaram para a acusação, e foi condenado a dois anos de trabalhos forçados. Passou a maior parte em Reading, roda de castigo e desfiar estopa, sem autorização para escrever nos primeiros dezoito meses, e foi-lhe negado assistir ao funeral da mãe.

A prisão produziu dois textos. De Profundis, longa carta a lorde Alfred Douglas escrita em folhas entregues uma a uma, e A Balada do Cárcere de Reading, publicada sob o seu número de cela depois de um enforcamento a que ali assistiu — um alegato sóbrio contra a pena de morte e contra o que a prisão faz às pessoas. Saiu arruinado, com as peças retiradas e o nome apagado dos cartazes, e viveu os últimos três anos em França sob nome suposto. Morreu aos quarenta e seis anos de meningite num hotel barato. Em 2017 o governo britânico perdoou-o, juntamente com cerca de cinquenta mil outros homens condenados pela mesma lei.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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