Em memória de

Michael Collins

Assinou um tratado que julgava que o mataria, e matou-o em menos de um ano

Collins combateu no Levantamento da Páscoa de 1916, foi internado e concluiu que uma rebelião que defende posições fixas contra um império não pode vencer. Na guerra seguinte tratou das informações: recrutou escrivães e detetives dentro do Castelo de Dublin, leu os próprios processos do governo e organizou a eliminação dos seus oficiais de informações, enquanto circulava abertamente pela cidade de bicicleta, com a cabeça a prémio. A administração britânica foi incapaz, quase toda a guerra, de o identificar numa fotografia.

Em 1921 mandaram-no negociar a Londres, coisa que teve por armadilha montada por colegas que preferiam não assinar o que era possível obter. O tratado criava um Estado Livre Irlandês com estatuto de domínio, juramento à coroa e um norte separado; ao assiná-lo disse que talvez tivesse acabado de assinar a sua própria sentença de morte. O país dividiu-se, e a guerra civil pôs antigos camaradas uns contra os outros. Foi morto numa emboscada no seu condado natal de Cork dez meses depois, aos trinta e um anos. Meio milhão de pessoas foi ao seu funeral em Dublin.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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