Em memória de

Lise Meitner

Explicou a cisão nuclear e recusou-se a trabalhar na bomba

Meitner esteve entre as primeiras mulheres autorizadas a estudar na Universidade de Viena, doutorou-se em física em 1905 e mudou-se para Berlim, onde Max Planck a admitiu nas suas aulas apesar de se ter manifestado contra as mulheres na universidade. Trabalhou trinta anos com Otto Hahn, ao princípio sem salário e numa oficina de carpintaria adaptada, porque as mulheres não podiam entrar no instituto propriamente dito. Foi a primeira professora catedrática de física da Alemanha.

Judia de ascendência, perdeu o lugar em 1938 e chegou à Suécia graças a colegas que a passaram pela fronteira neerlandesa. Meses depois, partindo da carta de Hahn sobre o bário inexplicável, calculou com Otto Frisch que um núcleo de urânio se dividira e que a massa em falta se tornara energia, e chamou cisão ao processo. Convidada para Los Alamos, respondeu sem rodeios que não teria nada a ver com uma bomba. O Nobel foi para Hahn sozinho. Passou os últimos anos em Cambridge e está sepultada na aldeia de Hampshire onde vivia a família do irmão; a inscrição escrita pelo sobrinho chama-lhe uma física que nunca perdeu a sua humanidade. O elemento 109 chama-se meitnério.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

Perto e relacionado

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