Em memória de

Ida Lewis

Faroleira a quem se atribuem pelo menos dezoito vidas salvas da água

Lewis tinha quinze anos quando o pai, faroleiro do Lime Rock no porto de Newport, teve um derrame, e ela assumiu o trabalho: levar os irmãos a remos para a escola, subir os mantimentos, tratar da lâmpada. Quatro meses depois fez o primeiro salvamento, tirando da água quatro rapazes cujo barco se virara. Durante décadas saiu vezes sem conta, no inverno, por vezes sem parar para vestir um casaco; a conta reconhecida de vidas salvas é dezoito, e a gente da terra sempre disse que o número verdadeiro era maior.

Só em 1879 a nomearam oficialmente faroleira, muito depois de fazer o serviço, e durante algum tempo foi a faroleira mais bem paga do país, porque a administração não podia decentemente pagar-lhe menos. Newport tornou-a célebre — uma revista nacional pô-la na capa, o presidente Grant foi apertar-lhe a mão — e ela achava a atenção cansativa e continuava a trabalhar. Ainda era faroleira aos sessenta e nove anos quando morreu no farol. Tocaram por ela os sinos do porto. O rochedo tem hoje o seu nome.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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