Em memória de
Heinrich Heine
Escreveu que onde se queimam livros se acaba por queimar pessoas
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 58 anos
- Local de sepultura
- Cemitério de Montmartre, Paris, Alemanha
Heine escreveu uma poesia alemã de tal simplicidade que Schubert, Schumann e centenas de outros a musicaram, e uma prosa tão afiada que lhe tornou impossível residir na Alemanha. Nascido judeu em Düsseldorf, batizou-se aos vinte e sete pelo que chamou um bilhete de entrada na cultura europeia, e arrependeu-se; nenhuma das duas comunidades o teve depois inteiramente por seu. Mudou-se para Paris em 1831 e lá passou os vinte e cinco anos que lhe restavam, escrevendo para alemães sobre a França e para franceses sobre a Alemanha.
A frase sobre a queima de livros vem da sua peça Almansor, de 1821, a propósito da queima do Corão após a queda de Granada. Em 1985 foi gravada na praça de Berlim onde ocorreu a queima estudantil nazi de 1933 e onde arderam também os seus próprios livros. A partir de 1848 uma doença da medula deixou-o paralítico e passou oito anos no que chamava a sua campa-colchão, ditando algumas das suas melhores páginas. Não quis rito religioso algum e jaz em Montmartre sob uma pedra com um verso seu.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.
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1968 · a noite em que o Bairro Latino foi levantado
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