Em memória de

George Washington Carver

Nascido escravo; ensinou o Sul a refazer o seu solo

Carver nasceu escravo no Missouri nos últimos meses da escravatura; ainda bebé foi roubado por saqueadores e resgatado, e a mãe nunca apareceu. Um colégio recusou-lhe a matrícula ao descobrir que era negro; foi o primeiro aluno negro e depois o primeiro docente negro da Universidade Estadual do Iowa. Recusou um lugar bem pago para ir para Tuskegee, onde Booker T. Washington lhe oferecia um laboratório que ainda não existia.

O seu verdadeiro assunto era a terra esgotada. Décadas de algodão tinham vazado os solos do Sul, e Carver ensinou os lavradores a refazê-los com amendoim, batata-doce e feijão-frade — e depois, perante colheitas que ninguém comprava, passou anos a inventar-lhes usos e a publicá-los em boletins gratuitos escritos para quem talvez lesse devagar. Quase nada patenteou, dizendo que Deus não lho tinha cobrado. Repousa ao lado de Washington no campus onde ensinou quarenta e sete anos; o epitáfio diz que poderia ter juntado fortuna à fama e que não quis nenhuma das duas.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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