Em memória de
Clara Barton
Enfermeira que seguiu os carros até à frente e fundou a Cruz Vermelha americana
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 90 anos
- Local de sepultura
- North Cemetery, Oxford, Massachusetts, Estados Unidos
Barton era funcionária da Repartição de Patentes quando começou a Guerra Civil, e depressa percebeu que os feridos morriam não dos ferimentos mas dos dias que os mantimentos levavam a chegar. Juntou ela própria ligaduras e comida, obteve um salvo-conduto e levou carroças até ao campo enquanto ainda se disparava — em Antietam uma bala atravessou-lhe a manga e matou o homem que tratava. Os soldados chamavam-lhe o anjo do campo de batalha, expressão de que não gostava.
Depois da guerra dirigiu da sua pensão em Washington a Repartição dos Soldados Desaparecidos, respondeu a mais de sessenta mil cartas de famílias e mandou identificar quase treze mil sepulturas no campo de Andersonville. Em viagem pela Europa conheceu a Cruz Vermelha e passou anos a pressionar um governo relutante para assinar a Convenção de Genebra; os Estados Unidos fizeram-no por fim em 1882. Dirigiu a Cruz Vermelha americana até aos oitenta e três anos e insistiu em que acudisse também a cheias, incêndios e fomes, não apenas à guerra. Está sepultada na terra onde nasceu.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.