Em memória de

Joséphine Baker

Estrela do music-hall, agente da Resistência e primeira mulher negra no Panteão

Baker cresceu pobre em St. Louis, deixou a escola aos doze anos e aos dezanove era a sensação de Paris, dançando no Théâtre des Champs-Élysées com um traje que a tornou célebre e a que mais tarde achou cansativo ver-se reduzida. A França deu-lhe o que os Estados Unidos lhe negavam: o topo do cartaz, um teatro seu e o direito de entrar em qualquer restaurante. Recusou atuar perante plateias segregadas nas digressões americanas e, em 1963, falou na Marcha sobre Washington de uniforme das Forças Francesas Livres, única mulher a fazê-lo.

Durante a guerra levou para fora de França informações para a Resistência, escritas com tinta invisível nas suas pautas e presas na roupa, usando a fama para atravessar fronteiras que nenhum estafeta passaria. Foi feita cavaleiro da Legião de Honra com Cruz de Guerra. Depois adotou doze crianças de origens diferentes e criou-as no seu castelo da Dordonha, no que chamava a Tribo Arco-Íris, e arruinou-se nisso. Morreu em Paris poucos dias depois de um espetáculo triunfal e foi sepultada no Mónaco; em 2021 a França colocou-lhe um cenotáfio no Panteão, sexta mulher e primeira mulher negra a receber essa honra.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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