Em memória de
José Martí
Condenado a trabalhos forçados aos dezasseis; morto no primeiro combate aos quarenta e dois
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 42 anos
- Local de sepultura
- Cemitério de Santa Ifigénia, Santiago de Cuba, Cuba
Martí tinha dezasseis anos quando encontraram uma carta sua e o condenaram a seis anos de trabalhos forçados numa pedreira; os grilhões deixaram-lhe nos tornozelos cicatrizes que trouxe toda a vida. Desterrado para Espanha, formou-se em direito e em filosofia, e passou depois a maior parte da vida adulta em Nova Iorque, escrevendo para jornais de toda a América Latina. Os seus ensaios defendiam que o continente devia pensar com cabeça própria em vez de tomar emprestada a da Europa, e avisavam, décadas antes e ao pormenor, que os Estados Unidos procurariam ocupar o lugar que a Espanha perdia.
Escreveu também uma poesia de grande simplicidade: os Versos sencillos, de que o mundo canta algumas linhas como Guantanamera sem saber de quem são. Passou anos a organizar os exilados cubanos, insistindo em que a guerra fosse curta, disciplinada e livre dos hábitos caudilhistas que tinham arruinado as tentativas anteriores, e em que a república depois fosse para todos os cubanos, com todos e para o bem de todos. Desembarcou em Cuba em abril de 1895 e morreu baleado numa escaramuça um mês mais tarde, sem nunca antes ter combatido. Está sepultado em Santa Ifigénia, em Santiago.
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