O grande incêndio de Chicago
1871
1871 · cerca de 300 mortos, um terço da cidade destruído
Local do celeiro dos O'Leary, DeKoven Street, Chicago, Illinois
Uma bomba, um julgamento sem provas e a razão por que o mundo assinala o 1.º de maio
A 1 de maio de 1886 centenas de milhares de operários americanos fizeram greve pelo dia de oito horas. Dois dias depois a polícia matou vários grevistas na fábrica McCormick, em Chicago, e convocou-se um comício de protesto no Haymarket. Era pacífico e já rareava à chuva quando a polícia avançou para o dispersar; alguém atirou uma bomba de dinamite que matou um agente. Os polícias dispararam no escuro. Morreram sete polícias e um número desconhecido de civis, a maioria dos agentes aparentemente por balas dos próprios colegas.
Foram julgados oito anarquistas. A acusação admitiu não poder identificar quem lançara a bomba e sustentou que os discursos e escritos deles tinham incitado quem o fez. Sete foram condenados à morte. Um matou-se na cela, quatro foram enforcados em novembro de 1887 e a dois foi comutada a pena. Em 1893 o governador John Peter Altgeld perdoou os sobreviventes, escrevendo que o julgamento decorrera perante um júri preconceituoso e sem prova alguma que ligasse os réus ao crime; o perdão acabou com a sua carreira política. A Segunda Internacional escolheu o 1.º de maio como dia internacional dos trabalhadores em memória do caso, e é por isso que quase todo o mundo o assinala, e os Estados Unidos não.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.
1871
1871 · cerca de 300 mortos, um terço da cidade destruído
Local do celeiro dos O'Leary, DeKoven Street, Chicago, Illinois
1862–1931
Jornalista que documentou os linchamentos
Cemitério de Oak Woods, Chicago, Illinois