Em memória de
Concepción Arenal
Frequentou a universidade vestida de homem; foi a primeira inspetora de prisões de mulheres de Espanha
- Nascimento
- Falecimento
- Viveu
- 73 anos
- Local de sepultura
- Cemitério de Pereiró, Vigo, Galiza, Espanha
Arenal assistiu às aulas de direito em Madrid, nos anos quarenta do século XIX, vestida de homem, porque não se admitiam mulheres; descoberta, examinou-a o próprio reitor e deixou-a continuar, sentada à parte. Escreveu toda a vida sobre pobreza, prisões e beneficência, e em 1863 foi nomeada visitadora das prisões de mulheres, primeiro cargo desse tipo em Espanha; destituíram-na com uma mudança política e depois repuseram-na como inspetora das casas de correção.
O seu argumento era que um preso é uma pessoa e que o Estado que castiga tem obrigações próprias. Queria classificação em vez de salas comuns, instrução em vez de ociosidade, trabalho pago e, sobretudo, que visitadores e funcionários tratassem os de dentro como capazes de mudar; a sua fórmula era odiar o delito e compadecer-se do delinquente. Escreveu as Cartas aos Delinquentes para serem lidas pelos presos e não por outros a respeito deles, e um estudo da condição da mulher em Espanha, franco sobre o casamento e a lei. Morreu aos setenta e três anos em Vigo. A lápide diz apenas que legou a obra da sua vida à virtude e à ciência.
Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.