Em memória de

Rosalía de Castro

Publicou em galego quando escrever em galego era motivo de troça

Castro nasceu em Santiago de mãe solteira e de um sacerdote, e foi registada como filha de pais incógnitos. Em 1863 publicou Cantares gallegos, o primeiro livro substancial de poesia em galego desde a Idade Média, num país onde quase toda a Galiza falava essa língua e a tinha por marca de camponês. A data em que saiu, 17 de maio, é hoje o dia das letras galegas.

O seu assunto era a emigração: os homens idos para Cuba e para a Argentina, as aldeias deixadas às mulheres, e o que ela chamou as viúvas de vivos. Follas novas, de 1880, é mais sombrio e mais estranho. O seu último livro, En las orillas del Sar, é em castelhano e formalmente o mais inventivo que escreveu. Teve cinco filhos sobreviventes, saúde arruinada e quase nenhum dinheiro, e pediu antes de morrer de cancro do útero, aos quarenta e oito anos, que queimassem os seus manuscritos inéditos; a família fê-lo. Em 1891 os seus restos foram transferidos para o Panteão dos Galegos Ilustres, em Santiago, aonde a maioria dos visitantes vai por ela.

Esta página foi redigida pelo sítio a partir de fontes históricas públicas.

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